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AWARE - Associação Portuguesa de Ciências de Combate |
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“A AWARE – Associação Portuguesa de Ciências de Combate tem como objectivo a investigação, prática, desenvolvimento, ensino e promoção de artes, desportos e ciências de combate, sobrevivência urbana, e defesa pessoal em geral, com o intuito de contribuir para a evolução física, psicológica, emocional, filosófica, profissional, cultural e social dos seus associados. Para tal propõe-se realizar eventos formativos, lúdico-desportivos, culturais, sociais e recreativos, nomeadamente cursos, estágios, conferências, reuniões, festivais e demonstrações, em estreita colaboração com organizações nacionais e internacionais.” Sendo esta a definição de objecto social constante dos estatutos da AWARE, podemos ser mais descritivos na explicação do que fazemos, e o que pretendemos fazer. Artes marciais. Defesa pessoal. Desportos de combate. Armas. Briga. Violência. Assalto. Bullying, Subjugação; Estes são somente alguns dos termos que surgem no cérebro de muitos, se confrontados com um pedido de referência de soluções para perigos urbanos e definição desses mesmos perigos, ou uma simples aproximação ao mero conceito de combate. Sobre a briga, a violência, o Bullying e o assalto, a grande maioria das pessoas civilizadas é peremptória: Só acontece aos outros! Será que acreditam mesmo nisso, ou simplesmente esperam que assim seja...? Um denominador comum a todas, mesmo todas as pessoas com quem se possa falar: Têm algum tipo de opinião e ideia formada, sobre tudo o que é falado atrás. Nos dias que correm, nem poderia ser de outra forma! Nos anos 60, 70 e 80 do século passado era complicado ter acesso a qualquer tipo de informação. Nos nossos dias, é raro termos acesso a informação de qualidade, e a quantidade (literalmente, excesso) de informação complica ainda mais a tarefa de reconhecer essa qualidade, em meio a tanta desinformação. Assim é com tudo. Assim é com a defesa pessoal, com o combate, com a sobrevivência urbana, e com a realidade dos profissionais obrigados a lidar com violência e agressividade alheias. Sendo assim, podemos começar a falar das principais características da abordagem da AWARE, ao nível do confronto físico e directo entre seres humanos, e do treino para sobrevivência urbana, física e metafísica: Encaramos o combate (físico e metafísico) de forma científica, eclética e dinâmica, mas mantendo presente que todos os seres humanos são tão iguais como... diferentes entre si. Somos um filtro de informação, que procura ajudar a desbravar caminhos individuais, e não uma base de dados aglomeradora de conceitos, transformada em bagagem colectiva a transportar em caminhos igualmente padronizados. Procuramos constantemente testar o funcionamento dos métodos, sistemas e técnicas que escolhemos trabalhar, colocando (sempre que possível) em causa o caminho que percorremos, em oposição a tentar comprovar o seu funcionamento a qualquer custo. Somos, por último, práticos. Divertidos, mas sérios. Cidadãos cumpridores, mas capazes de se defenderem e de ajudar outros a defenderem-se. Somos uma associação cultural, na medida que acreditamos que a capacidade de sobreviver é parte integrante da cultura, não nacional, latina, ou europeia, mas simplesmente... humana. Não é nosso objectivo somente formar lutadores, independentemente de também abraçarmos a natureza desportiva do combate, nem manter vivas tradições, criar ilusões de confiança, ou contribuir para mais mitos e suposições tornadas senso comum. É nosso objectivo, nosso único objectivo, nosso responsável e responsabilizante objectivo, procurar a realização dos associados como praticantes e instrutores, e ajudar pessoas, associadas ou não, a viver melhor e sobreviver mais, investigando ciências de combate, ajudar profissionais a lidar com a violência inerente à sua profissão, professores a formarem alunos sem os temerem, crianças a terem infâncias normais, cidadãos a chegarem a casa vivos no final de um dia de trabalho, e mesmo aí, durante o dia de trabalho e em casa, ajudar as pessoas que são vitimas de violências várias, físicas e psicológicas, a viverem (não só, portanto a sobreviverem) realidades mais harmoniosas e dignas. A Direcção |
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